Doces Portugueses – Doces da Póvoa de Varzim

Doces da Póvoa de Varzim

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Póvoa de Varzim é uma cidade portuguesa do distrito do PortoRegião Norte e sub-região do Grande Porto. Pertence ainda à Grande Área Metropolitana do Porto.

Situada numa planície costeira arenosa, a sul do Cabo de Santo André, a meio caminho entre os rios Minho e Douro.

Praia na Póvoa de Varzim, doces da Póvoa de Varzim

Praia

As primeiras populações fixaram-se no seu território entre quatro a seis mil anos atrás. Por volta de 900 a.C., a instabilidade na região levou à fundação de uma cidade fortificada. O mar sempre teve primazia na sua cultura e economia, primitivamente através do comércio marítimo. Com a pesca, levou a que adquirisse um foral em 1308. Tornou-se no principal porto de pesca do Norte de Portugal em pleno século XVIII. O teor elevado de iodo nas suas águas e extensos areais, levam ainda, no mesmo século, a ser tornar num eminente centro balnear.

Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, doces da Póvoa de Varzim

Câmara Municipal da Póvoa de Varzim

Cidade de feição contemporânea e bairros mais antigos, a Póvoa de Varzim desfruta de uma cozinha piscatória rica e mantém tradições antigas, tais como siglas poveiras ou masseiras. É uma das poucas zonas de jogo legal em Portugal e possui industrias têxtil e alimentar significativas.

 

Sardinhas Poveiras, doces da Póvoa de Varzim

Sardinhas Poveiras

 

Os Doces da Póvoa…

Os doces da Póvoa de Varzim mais característicos são os Barquinhos (massa de hóstia em formato de barco com ovos moles, coberto com chocolate e com o tradicional verso, colocado numa pequena bandeira de papel). As Sardinhas (doce folhado com ovos moles).

Os Poveirinhos (folhado com o formato de nata, também recheado com ovos moles e coberto com uma camada de açúcar branca).

Nos últimos anos, o Serviço de Turismo tem-se esforçado por recuperar e promover uma sobremesa característica local, a «Rabanada à poveira». Distingue-se das restantes pelo seu formato arredondado (tipo bola de Berlim) e pelo pão utilizado (bijou).

Este trabalho, que se traduz na realização de um concurso anual (Delícia de Rabanada). Acontecem também workshops, campanhas de divulgação (campanha sabores poveiros), presença em feiras. Isto traduziu-se em que os restaurantes e algumas pastelarias da cidade, tenham a «Rabanada à poveira» na sua ementa.

A História…

No início da década de 50, o Sr. Leonardo teve a ideia de apresentar a Rabanada na ementa do seu restaurante.  Encontrando assim uma solução para as sobras de pão. Recorde-se, que, tradicionalmente, as rabanadas são feitas de pão cacete. A rabanada à Poveira é feita de pão bijou. Definido o propósito, o Sr. Leonardo pôs mãos à obra no sentido de conseguir um resultado convincente. Um percurso feito de tentativas até obter o resultado pretendido. A questão fundamental sempre foi a qualidade do pão.

Mantendo a tradição da comunidade piscatória, os ingredientes são básicos e o resultado final está depende da mestria do cozinheiro. O Sr. José da Mata, filho do Sr. Leonardo, conta que havia alguns consumidores de rabanadas, que sabiam distinguir quando os doces eram feitos pelo Sr. Leonardo ou pelos funcionários.

O sucesso das “Rabanadas Poveiras” ou das “Rabanadas do Leonardo” levava a grande procura deste produto, quer na Póvoa quer na região.

“Era obrigatório que quem nos visitasse levasse para casa uns exemplares do doce de referência da Póvoa“, contou o Sr. José da Mata.

Em certas situações, em dias de jogos de futebol, era necessário haver polícia para disciplinar a fila na porta do restaurante Leonardo para comprar rabanadas.

A Rabanada sobreviveu à morte do seu “criador” sendo hoje possível encontrá-la na ementa de muitos restaurantes da cidade.

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